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Empresário ficou milionário iniciando com pouco

“A vida é dura pra quem é mole”. E assim começa uma conversa sincera com David Portes, o empreendedor que já foi camelô e soube enxergar no dia a dia as oportunidades que transformaram sua vida.

Um empréstimo de R$ 12 no bolso e um sonho antigo na cabeça: deixar de ser boia fria. Era tudo que David Portes tinha quando aproveitou a chance de escrever uma história diferente. O dinheiro que ele pegou emprestado para comprar o remédio da esposa grávida virou o primeiro investimento de um negócio de sucesso – uma caixa de doces. Sem dúvida, uma decisão arriscada, mas que foi movida por uma necessidade, afinal, comprar o remédio não resolveria os problemas financeiros da família. Conheça a história desse carioca que transformou uma caixa de paçoca, bananada e mariola em um patrimônio de milhões!

David nasceu na cidade de Campos de Goytacazes (RJ). Estudou até a sétima série do ensino fundamental e, ainda adolescente, virou boia fria em uma lavoura de cana-de-açúcar. Aos 28 anos, viajou com a esposa para a cidade do Rio de Janeiro em busca de um sonho bastante comum: melhorar de vida. A grana ainda era curta e, prestes a ter o primeiro filho, os gastos só aumentavam. Tanto que David pediu ajuda de um amigo, que emprestou R$ 12 para ele comprar remédio para a esposa grávida. Mas em vez de buscar o medicamento, este empreendedor mudou o caminho – e seu destino. David comprou uma caixa de doces e foi revendê-los na Avenida Presidente Wilson.

A ousadia deu certo! E, a partir daí, ele não parou mais: David teve muita criatividade para alavancar a venda de doces e montou uma barraquinha, seu primeiro empreendimento que ainda é sucesso no Rio de Janeiro. “É importante pensar em coisas criativas que vão te diferenciar do resto das pessoas porque, se você for igual a todo mundo, não vai se destacar e conquistar a clientela”, revela o empresário.

Ter a formalização como Microempreendedor Individual (MEI) foi importante para o sucesso de David. “Quando você passa de um vendedor autônomo para um microempreendedor, é sinal de que o negócio está crescendo! Para quem está vendendo muito, se formalizar é um passo importante”, explica o empresário.

Mas e a esposa grávida? “Ela não gostou, claro! Ficou brava comigo! Mas agora ela está aqui, vendo o mar. Você não está vendo o mar?”, brinca ele com a esposa.

Hoje, aos 56 anos, ele sabe dizer como chegou tão longe. “Enfrentei o medo, que é sempre o maior problema. As pessoas ficam com tanto medo do fracasso que não arriscam e nunca conhecem o sucesso. A gente tem que ousar e sair da zona de conforto!”, conta ele. E foi isso que ele fez!

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